Faz só três semana que não vejo os teus olhos verdes. Mas sabes? Já faz três semanas que não vejo os teus olhos verdes. O tempo não tem sido amigo. Não tem passado rápido como quando estávamos juntos, nem o ponteiro tende em correr a toda a velocidade para a meta. Agora todos tiram o seu tempo. Tudo passa com custo. Com tempo. Com dificuldade. Todos vivem lentamente e aproveitam cada minuto. Tenho sentido todos os minutos sabes...
A palavra saudade ficou pequena...já não cabes nela. Já não tenho palavra para ti. E agora? Como faço caber tanta saudade em tão pouco espaço? E repara amor, só não vejo os teus olhos verdes há três semanas. Já não vejo os teus olhos verdes há três semanas...E agora?
Agora já não ouço a tua voz ensonada "no caminho até ao carro". Já não te ouço chamar-me criança quando te peço para vires brincar comigo para a piscina. Agora já não tenho de insistir para vires para a água. Nem tenho de insistires para não saíres já da água! Agora já não tenho de te convencer a conduzir para eu apenas aproveitar a viagem. Nem me agarro com força ao banco do carro enquanto te peço para abrandares, embora nunca o faças.
Hoje dei por mim parada em frente à tua porta, com vontade de te ligar e pedir para que desças. Acho que nem o teu carro estava lá.
Que saudades de te ver descer e de te ouvir respirar forte enquanto me beijas. De te ouvir respirar forte enquanto adormeces. E agora, amor? Quem é que agora vai adormecer na praia comigo? E quem vai adormecer enquanto fazemos planos? Quem vai adormecer uma hora só porque sim e ouvir-me ralhar duas por estares a dormir?
Agora, quando eu estiver com frio quem é que me vai gozar por não ter trazido casaco?
Acho que a minha mão, só cabe na tua mão fechada. Agora quem é que me vai ajudar a chegar onde não chego? Já não vou ouvir todos os sussurros de surpresa pelos teus quase dois metros. Nem vou ouvir comentários menos próprios pelos nossos diferentes quarenta centímetros.
Agora, quando eu estiver com frio quem é que me vai gozar por não ter trazido casaco?
Acho que a minha mão, só cabe na tua mão fechada. Agora quem é que me vai ajudar a chegar onde não chego? Já não vou ouvir todos os sussurros de surpresa pelos teus quase dois metros. Nem vou ouvir comentários menos próprios pelos nossos diferentes quarenta centímetros.
Quero de volta o meu sem assunto e nada romântico. O que não me abre a porta nem puxa a cadeira.
Saudades mesmo de me deitar no sofá com os pés no teu colo enquanto te queixas das péssimas séries que vejo. De irmos ao cinema e discutirmos por quem comeu mais pipocas. Por no final de um bom filme as protagonistas serem tão melhores atrizes do que eu alguma vez serei, segundo as tuas palavras.
Agora ninguém me vai abraçar e tirar os meus pés do chão. Ninguém me vai olhar de cima e dizer que a minha camisa é demasiado transparente.
Não te vou empurrar mais da cama. Nem te vou obrigar a sorrir para fotografias. Não te vou obrigar a estar acordado ou a ir jantar o que eu quero jantar. Agora nem tens de fazer a cama porque te vou visitar.
Não te vou empurrar mais da cama. Nem te vou obrigar a sorrir para fotografias. Não te vou obrigar a estar acordado ou a ir jantar o que eu quero jantar. Agora nem tens de fazer a cama porque te vou visitar.
Espero que a água desse teu duche por aí não seja tão quente quanto a minha. E que as duas horas que separam o nosso relógio te façam voltar mais rápido.
E agora, amor?
O número três já não me soa à conta que Deus fez. Nem a saudade é mais um fortalecedor de relações.
Agora és tu aí e eu aqui...
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