Hoje é sem 125. Melhor, sem valdisper 125.
É na calma de uma folha em branco que rebolas nas palavras que nunca são certas. Porque nunca tens palavras certas neste momentos. O problema é que isto nem são momentos. São ondas. Todos sabem que não gosto de ondas.
Bandeira verde.
O valdisper é o meu melhor amigo. Acho que isso explica muita coisa. "se te deixar mais leve, escreve" - ele tinha razão.
Não acho é que dê para ficar muito mais leve. Já devo pesar uns 5 kg. Talvez menos. Acho que já derreti aí pelo sol quente de Outubro. Já anoitece mais cedo, pelo menos. Não duas horas mais cedo. Não no meu dia. Mas já anoitece.
A Donkey Stallion dos Time for t tem 11787 visualizações. Nas ultimas três semanas eu devo ter contribuído com algumas centenas delas. Eles merecem! Supostamente, eles também "correm para onde não conseguem ver".
E então acontece o impossível. Fico sem palavras. Não existem taquicardias nem faz mais calor. Não faz frio sequer. Não há luz. Não há luz ao fundo do túnel, porque também não há túnel. E eu gosto de tuneis. Não me lembram o fim da vida. E a luz é boa. "ela sabe entrar na luz" disse o melhor técnico que conheço.
Hoje até eu me sinto a falar em enigmas. Mas não dos inteligentes. Não me acho burra, mas também não me acho inteligente. Acho que as pessoas inteligentes sabem controlar-se bem. Sabem o que dizer e quando dizer. Não deixam as palavras correr desnecessariamente. Sabem que há limite de palavras até na vida e que há coisas que não se dizem.
Eu sei pouco no que toca a auto-controlo. Sei pouco de tudo ultimamente. Sei tão pouco de ti. Sei que não esperas como eu. Que agarras o que podes quando podes e que não passas pelas coisas, pelas pessoas, pela vida. Não lhes passas ao lado. E não esperas. Eu gostava de saber não esperar. Mas quem sabe é melhor eu saber esperar.
Eu espero. Tu não te atrases.
Voltemos ao valdisper!
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